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Segredo do sucesso do Aniversário CEJUG 2009: colaboração

Colaboração é a palavra chave do sucesso da realização de mais um evento do CEJUG: Aniversário CEJUG 2009. Tivemos três semanas para organizar e realizar o evento, contando com o apoio incondicional do René Araújo, Paulo Jr., Thiago Sá, Francisco Barroso e Gregory Fontenele. Sem o apoio dessa tropa de elite nós (Silveira Neto e Hildeberto – coordenadores) não teríamos realizado esse evento totalmente gratuito.

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René, Thiago, Gregory, Barroso e Paulo Jr.

Tivemos durante os dois períodos do dia um total de 300 pessoas que desfrutaram de muito conteúdo técnico, brindes e alegria. Fazia muito tempo que eu queria realizar um evento no Ceará que tivesse uma grade repleta de nomes conhecidos da comunidade Java e ágil do Brasil. Só que desta vez consegui realizar, tendo como braço direito (e não gostando da idéia de realizar um evento com poucos dias de organização) o Silveira. 🙂

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Silveira Neto e sua agenda (ou seria uma bíblia?) na abertura do evento

Bruno Pereira abriu o evento com a palestra O caminho da produtividade para desenvolvedores web, onde falou do leque de opções e ferramentas para ter sucesso no desenvolvimento web. Logo após, Régis Melo comentou sobre as experiências da sua empresa no desenvolvimento de uma aplicação nas plataformas JEE e JME, rodando em diversas línguas e em vários países. Victor Oliveira apresentou a última palestra da manhã com o tema O mito dos times ágeis, falando um pouco da sua experiência liderando times utilizando Scrum.

Na parte da tarde os conterrâneos Tarso Bessa e Rafael Ponte (que palestraram na mesma semana no JustJava) falaram sobre Os 10 maus hábitos dos desenvolvedores JSF. Essa palestra dispensa comentários pois os palestrantes são, sem dúvida nenhuma, as principais referências de JSF no Ceará. Logo em seguida, Jeveaux falou com excelência sobre Lucene, Solr e Hibernate Search, mostrando conceitos e códigos dessas poderosas ferramentas que podem aumentar rapidamente a performance das aplicações. Logo após, Rodrigo Yoshima palestrou sobre O que matou o RUP pode matar o Agile. O mais interessante dessa palestra foi ver a cara de espanto dos participantes, pensando que ele iria anunciar a morte do agile. Para finalizar o evento com chave de ouro, Paulo Silveira esbanjou talento e fenótipo de palestrante profissional ministrando a palestra Desmistificando o TDD na prática, mostrando muito código ao vivo, com participação do público e do Rafael Ponte (que foi praticamente obrigado pelos participantes a comparecer no palco para programar).

A realização dessa grande festa só foi possível – além do apoio dos membros citados no primeiro parágrafo – através das empresas que sempre acreditam no CEJUG: FA7, Caelum, Concrete Solutions, USIX Technology e Sun Microsystems. Também tivem os apoio das empresas Oktiva, Sagarana Tech, Novatec e Java Magazine.

Membros da organização do evento entregando cestas de lembranças do Ceará para os palestrantes

Membros da organização do evento entregando cestas de lembranças do Ceará para os palestrantes

Participantes

Participantes

Confira as apresentações, fotos e vídeos na página do evento. Até o próximo!

Me ajude a lembrar: Scrum, XP, RUP, CMM, MPS.br…. esqueci de mais alguma metodologia?

Ao elaborar um projeto, tem-se um dilema: qual metodologia seguir? São tantas que temos de analisar qual irá atender melhor ao projeto. Por que resolvi criar um post com esse assunto? Tem certeza que você não sabe? Ora, atualmente está na moda dizer por aí que você faz parte de um projeto que utiliza uma metodologia ágil, seja qualquer uma delas, essa é a verdade. A maioria das empresas que não adotaram esse tipo de abordagem de gerência de projeto estão incluindo-a em seus escopos.

Segundo o pai dos burros (o dicionário), metodologia significa: subdivisão da lógica que estuda os métodos técnicos e científicos; ou ainda melhor: conjunto de regras para o ensino de uma ciência ou arte;

Eu acredito que focar na mão-de-obra, tornando-a capacitada e produtiva, ainda é melhor do que fazer com que passem por um conjunto de regras para poderem fazer algo. Então vamos consultar no dicionário o significado de outra palavra muito utilizada junto com metodologia: ágil. Segundo ele (o dicionário), a palavra ágil significa: leve, ligeiro. Logo, o termo metodologia ágil não seria para tornar o desenvolvimento mais rápido, mais produtivo? O Scrum está com esse pensamento, você pode ver nesse artigo da Caelum, nesse livro gratuito e também nessa palestra.

Não sou contra metodologias ágeis e nem estou fazendo propaganda para não utilizá-las em projetos, apenas quis enfatizar no parágrafo acima que é importante pensar muito antes de querer incluir alguma metodologia em um projeto. Claro que é bom para a empresa, colocar uma metodologia em seus projetos, estampar no peito e mostrar para os clientes que utiliza uma metodologia X, Y ou Z. Mas o importante mesmo é: entregar o projeto do jeito que o cliente pediu e no tempo que ele pediu.

Na minha pouca experiência profissional já vi casos de empresas que utilizam essas metodologias concluirem bem um projeto, mas em outros casos vi projetos atrasados e com clientes insatisfeitos. Mas será que a culpa é da metodologia ou será que a forma como foi aplicada não foi correta? Estou participando de um projeto que não utiliza nenhuma dessas metodologias citadas e ele está indo muito bem.

Não vou ser o primeiro, nem o segundo e muito menos o terceiro a falar sobre esse assunto. O grande lance é: fique atento ao mercado. Se o mercado exige que você conheça pelo menos uma dessas metodologias, então aprenda, o que importa é isso. Ou, se você for um daqueles que gosta de ler sempre, compre alguns livros e se atualize antes mesmo do mercado exigir.